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LEILLA, Állex. Primavera nos ossos. São Paulo: Casarão do Verbo, 2010. 278p.

Trecho do romance:

Entre o bambuzal, a luz fraca das 4h:30, 4h:40, quase 5h:00 da manhã. Enquanto o sol se desloca invadindo a cidade, a sombra do rosto dela vai de poste em poste. Passando, repassando, qual janela de carro, capturando, refletindo-se nos pedaços da paisagem. O rosto dela. O contorno oval, exalando cheiro de gente machucada. O centro vago, escondido atrás dos cabelos. Podemos dizer sem erro que é de vento e areia o meio da cara dela. Mas não, diremos melhor: na verdade, o vento, a areia, o rosto e os cabelos pouco importam, a verdade é que ela emerge do inferno, a verdade é que ela retorna à vida. Embaçada. Descongelada. Sozinha. Assim:
Levanta-se. Confere a roupa um tanto rasgada, suja de sangue. Ajeita-a. Passa as mãos sobre o tecido tentando limpá-lo. Em vão. Conforme Dante, no inferno faz frio de travar os ossos. Movimentos pelo avesso. Anda devagar como se ainda carregasse por dentro o tor…
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Momentos Primavera nos Ossos, quarta-feira, dia 15/12, na Livraria Cultura:

Lançamento de Primavera nos Ossos (romance)

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Dia 15/12/2010, às 19h., na Livraria Cultura do Shopping Salvador (segundo piso), haverá o lançamento do meu quinto livro, Primavera nos Ossos, que foi contemplado pelo Programa Petrobras Cultural, e está sendo publicado pela Editora Casarão do Verbo.
Confira o convite abaixo e apareça!

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Imagem disponível originalmente em:http://notrombone.files.wordpress.com/2007/07/green-tree.jpg

Não se acostumar com a voracidade dos dias. Todo ano é certo: depois de agosto tudo foge num piscar de olhos. De repente, o tempo também vira, e no meio de um calor que se pensava infernal, cai uma chuva santa. Ameniza fora, mas raramente dentro.
Deve passar mais um dia naquela zona estranha entre o que já se sabe "dia" e uma sensação de que "algo" novo vem aí e poderá se-nos renovar, se-nos supreender.
O quê?
É possível?
Sim? Não?
No espaço do impreciso, novamente, navegamos.
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São coisas esparsas, que brilham, escorregam, fogem no ar. Talvez areia luminosa, pensei. Mas, em seguida, podia ouvir tua voz tão nítida, me atalhando, consertando, trata-se de um tipo de fuligem, é o que diz você.
Do outro lado, esta certeza: com ou sem brilho, os objetos varam o campo de visão e me dizem que você, aqui, não está. Aqui, você falta. Aqui, você zera.
São pequenezas que trazem e levam o ontem-você de mim. Coisas sobre as quais não se consegue fixar luz. Serão nossos olhos os únicos donos de toda a luz necessária pra iluminar/fazer sumir os objetos? São, de fato, os nossos olhos que vomitam esta luz fugidia sobre o mundo?
Nunca mais será possível partir, pensa-se no emaranhado das árvores. É preciso entender quantos caminhos foram reduzidos a nenhum. Os passarinhos de ontem brincam com aquilo que lhes chegam: desejos, revoltas, mágoas ancoradas. Ser humano não é pouco? Ou é quase nada? Um sol nas palmas das mãos esquenta ainda o que não se teve. Lá fora, cantos, zumbidos. Cá dentro, a vontade tão simples: ficar.
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Depois, ela foge. Foge pro telhado, pro jardim. É incrível como sabe escapar rápida. Como quando éramos namorados e brincávamos de nos perder nas novas cidades que visitávamos. Chegamos a passar quase uma hora no centro do Rio de Janeiro a procurá-la, íamos e vínhamos feito barata tonta, enquanto ela se escondia num sebo de livros e vinis, divertindo-se em nos olhar de quando em quando, protegida pelas estantes.
Basta que nos lembremos disso, pequeno infinito detalhe, pra acharmos os lábios dela, soltos, descolados, como pedaço de porcelana, rindo de nós. Antes do sono, os lábios dela voam pela janela. Dá adeus, se escondem entre as persianas, em cima do telhado, molhados de chuva, os lábios dela, gritando, cantarolando, menina, tão menina, bruscamente, fica séria e nos diz que não, não será mais possível, ela está cansada, não quer mais.
Mas não, querida, dissemos a despeito de toda a tristeza que vem se achegando, sorrateira, não entregue os pontos. Ainda não os perdemos. Os sonhos, …
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O sonho dentro do sonho exibe níveis variados de sonhos, espaço onde se escorrega e se afunda, se levita e se passa de um plano a outro ou se multiplica ao infinito o que somos, o que escondemos, o que desejamos ser, de modo que se pode usar a velha analogia do caleidoscópio ou da casa de espelhos ou, ainda, da babuska, uma coisa dentro da outra que está dentro da outra, e assim, sucessivamente, até se chegar a menor coisa cabível dentro de outra coisa. Esse é o fascínio do criativíssimo filme "A origem", de Christopher Nolan.
Não é necessário reproduzir aqui o enredo do ladrão de sonhos que precisa implantar uma ideia - absolutamente simples, mas como toda ideia simples, complexa - na mente de alguém, afinal, isso está em todos os sites e programas semanais sobre cinema. O que gostaria, mas sei antecipadamente que jamais poderei fazer, é sintetizar a atmosfera borgeana do filme. Dizer do prazer de ir adentrando os abismos que ele mostra, para além do conceito metacinematogr…
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Foto by João Filho

Invaginações

A distensão
do teu amor sóbrio,
ópio e deglutição.
Ginasianos,
frutíferos corpos
que se dão ao entardecer.
Conto apenas 15 anos,
nada sei de Maiakovsky, nem de revolução.
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Uma das decepções mais cretinas da vida é, sem dúvidas, a decepção de esperar durante uma semana, até mais, por um livro, recebê-lo das mãos do carteiro como quem recebe um bebê de poucos dias, ser tragado por toda aquela atmosfera grave, quase diáfana, que é ter em mãos um novo livro, e, quando chegada a hora de adentrar nesse universo novo, descobrimos que o livro é fraco, nada tem a nos dizer. Nos decepcionarmos com um livro é muito, muito chato. Ratos de sebos reais há anos, depois da Internet, viramos ratos de sebos virtuais também, e hoje o paraíso ou ponto de encontro sagrado dos ratos de sebo é, sem dúvidas, a Estante Virtual. Falamos aqui tão somente de leitores, pessoas que compram livros para ler, não queremos saber de colecionadores, tampouco de exibicionistas, mas, repetimos, leitores, essa corja que adora sofrer. Pois é! Por sermos leitores, nada mais que leitores, descobrimos que podemos comprar no mesmo lugar tanto livros maravilhosos quanto funcionais, podemos reaver …
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Mas lutamos, lutamos todos os dias quando abrimos as janelas pela manhã e cerramos as cortinas imediatamente após às 17:30, só pra não ver o rápido acender de luzes deste bairro, desta rua. Se esta rua, se esta rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar, com pedrinhas com pedrinhas de brilhantes, para o meu, para o meu amor passar. Lutamos o tempo que nos vem e muito nos cabe ou sobra ou falta, lutamos o mais que podemos, perdendo fios de cabelo, cortando unhas, suando, a cada dia, a cada minuto. Não queremos ser reles, não queremos ser banais. É um esforço indecente, sabemos. Mas não choramos nem nos descabelamos. Nosso segredo, foi Macalé quem disse, é que somos rapazes esforçados... Entretanto, a qualquer momento, podemos morrer exatamente assim: na passagem de um gesto a outro. De graça, sem razão. Sabemos, desconfiamos o quanto se pode reter a vida, estreita, estranha, dentro de nós. Reparamos: as árvores já não estão tão secas, o tempo já não esfria tanto quanto ontem. É…
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A velhice, dizem, assim como o amor que amadureceu, perdeu o frio na barriga e a tensão da incompletude, nos leva a uma espécie de resignação que pra alguns é paz, pra outros é decrepitude. Todavia, envelhecer continua sendo um processo complexo, que ultrapassa a questão da idade e pode ser reiventado pelos próprios atores que o protagonizam. No melhor filme dessa estação, "Hanami - cerejeiras em flor", a decrepitude está nos mais jovens, filhos do casal de idosos Trudi e Rudi. Enquanto seus pais conseguem, cada um a seu tempo, se reencantarem com a vida e consigo mesmos, seus filhos são representados como frios, distantes, sem tempo, impacientes, cruéis, mortalmente chatos. Esse rencantar com o mundo, com o outro, com as miudezas da vida, está nos mais velhos, especificamente no casal protagonista, e constitui a beleza do filme. O ponto de partida da história está na notícia que Trudi recebe: o marido, Rudi, tem poucos dias de vida, talvez mais alguns meses, dizem os médico…
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[...] Não lhe digo nada. Não atendo sua ligação. O zumbido se junta a milhares de chamados perdidos na capital. A essa hora, tão cedo, ela pensa: ele deve ter saído com alguém. Depois, me lê em silêncio. Ouve alguma música que eu lhe mandei. Ela está no tapete da sala, deitada. Eu, na escuridão, sem nuvens, sem estrelas, só imensidade de luzes e mormaço, vejo-a.
Penso em salvá-la de alguma forma, indo a seu encontro. A solidão dela é um círculo de fogo, mesmo que eu queira, jamais conseguirei ultrapassá-lo. Sinto apenas. As ardências. Ela diz que dói. Ela costuma dizer, às vezes, sozinha, pra casa, pro bairro velho onde mora, pro mar, pra ninguém, que dói. E nesse instante ela nem sequer chora.
Dói.
Pesado. Mais pesado que essa maldita história que nos consome. Dói, ela diz. Sozinha. Sem lágrimas, sem mão comprimindo o peito.
Todavia, não, não acabará assim. É a minha vez de buscá-la pelo telefone, ligar feito um louco pra sua casa, pro celular, mesmo sabendo que ela desligou …

Editora Casarão do Verbo

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Quem for à Bienal de São Paulo, não deixe de conferir o stand da Editora Casarão do Verbo, de Rosel Soares. Trata-se de uma pequena-grande editora baiana que aposta no bom gosto e na qualidade de suas publicações. Em outubro, a editora Casarão do Verbo lançará meu romance Primavera nos ossos, que ganhou o Edital Petrobras para Criação Literária. Dentre os livros já lançados pela Casarão, destaco a antologia Travessias Singulares, contos que versam sobre a relação entre pais e filhos, entre os autores estão Miguel Sanches Neto, Nelson de Oliveira, Silviano Santiago, Hélio Pólvora, Carlos Heitor Cony, e meu amado João Filho. É uma bela antologia.
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Se você soubesse o tanto de reajustes entre o acordar e o prosseguir... ah, se soubesse! O dia é vazio, as possibilidades minúsculas, mas se vai tentando, há tanto, vai-se tentando transformá-las em gigantes. Voltar ao luxo de estar no centro de si mesmo, não à deriva. Baixa temperatura. Suor saindo fácil sob a pressão do algodão molhado. Pensar na morte não ajuda, na vida muito menos. Vai ficando tarde por dentro. A escuridão faz traça, qualquer pensamento é inutilidade correndo nos fios dos postes. Ou no ralo da pia. Ou no barulhinho das plantas. Beber demais ora ajuda, ora não. Mas há um costume estranho, pegou-se por aí: encher lenços de éter e aspirar até à exaustão. Outro: pingar mercúrio num pedaço de espelho. Fragmentos de prata com escarlate. Ignorar as dores alheias que por ventura empestam o ar do mundo. Que mundo?
Em alguns momentos, você sabe, podemos ser tocados pela sombra das árvores. Resto de felicidade mofada que por acaso o peito escondeu. Fumar sempre dua…
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—Você sabia que Hemingway era gay, porém, não dava o cu porque tinha hemorroidas?
— Cada maluquice que você me inventa!
— É sério. Eu soube disso num congresso aí.
— Mentira sua.
— É verdade, eu juro... Ouvi numa palestra, na USP.
— Não sabe nem mentir! Uma hora é um congresso, depois uma palestra na USP. O que você foi fazer na USP?
— Eu viajo muito, meu caro...
— Sei, e nessas viagens vai à USP descobrir que Hemingway é viado e tinha hemorroidas?
— E daí? Não sei por que você está rindo desse jeito. Não tem nada de mais. Pode-se descobrir qualquer coisa em qualquer lugar, é um sinal dos novos tempos. A USP é um centro de pesquisa, ora! Podemos descobrir mil coisas lá.
— Inventa outra.
— Criatura! É verdade. Hemingway era viado.
— Não, não era.
— Estou lhe dizendo, ele era enrustido, os professores disseram.
— Pois estavam mentindo.
— Mas eram professores universitários, mestres, doutores...
— Mentirosos, que nem você.
— Eu nunca minto... Que injustiça.
— Afinal, quando você …
Um ruído de ferro contra a calçada de pedra. Carrinho de paralítico. Simples. Sentou pra ouvi-lo. Deve ser aquele mendigo da rua 08. Tentou acompanhar trincando os dentes. Um segundo enorme de barulho, depois, nada, tudo cessou. Passou meio século. De repente, barulho de asas. Pássaro. Não. Asas pesadas e grandes. Pato. Ou marreco. Galinha não pode ser, geralmente cortam-lhes as asas. Só havia uma frestinha de luz na porta. Haveria sorte hoje? Quando o barulho ou o ser que o produzia se encontrava naquele campo minúsculo de claridade, podia se arrastar até lá e descobrir. Mas tinha que ser dia de sorte. Às vezes, não era. Reconhecia-os vez em quando, um estampido parecido com o de arma de caça e ah!, é hoje! Então, lavava o rosto e esperava a completa solidão pra começar a descortinar imagens. Delas tirava vitalidade com a qual ia enchendo vagamente os pulmões para atravessar os dias seguintes, dias de não-sorte. Nesses, contentava-se em mastigar barulhos. Choro de criança, bombas de …
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Não foi explorada:
palavra de sangue e gás.
Não foi regurgitada:
aversão.
O nada dito entre os dentes:
língua presa, saliva que não vem.
Puta, teus cabelos nos quintais,
teu nascimento atropela a cidade burocrata.
Falta de proporções tange nuanças portuguesas,
borboletas
e este país que não quer mudar.
Fugiremos dele, então,
prum tempo escuro,
um tempo sem luzes
nem facho dissipado.
Por favor, escute: o que não vivemos juntos me crava os ombros,
ameaça de queda os dentes, faz os bicos dos seios sangrarem.
Assim: cadafalso.
Assim: ruína.
Assim: sem chances.
Cheirando noite e dia a morte, a desorientação.
A tua borboleta tatuada: Deus em letras verdes,
o suor fazia Deus reluzir no desenho.
Boca que sopra e abocanha,
a obscenidade da boca:
retém.
Digamos que Deus arfa e gira
- Deus faz amor muito bem –
e deixa de se expressar.
O silêncio inteiro, o vento.
A toalha de flores sobre a mesa.
O elefante sobre a mesa.
O pus no bule de café.
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Imagem by katia Almeida
Uma música que se altera. Dias há em que é somente um sopro entorpecendo; um voo, um esquecer as agulhinhas, muitas, tantas; um novo poder voar por uns segundos.
Noutros dias, a violência do farfalhar das cortinas bate contra os sentidos; cérebro e dentes rangendo; tremores e nascimentos; umas células desgrudando; pelos poros capilares, é possível sentir algumas delas morrerem, outras, substituindo-as em seguida.
Loucura. Apenas loucura.
O tecido das cortinas cinzentas.
Sim, somente isto.
Quando as cortinas se movimentam, é possível ir além. A carne escancara as portas. Ou antes, as portas é que são escancaradas pela corrente de zumbidos, chicote de vento nas cortinas, as cores feito sangue fluindo, e a vertigem que aumenta o poder de sentir, que desfaz o limite corpóreo, apaga o que restringiu o corpo, desde o princípio, a ser somente corpo.
Liberdade de voar junto ao tecido. Como a textura das mantas verdes ou azuis que cobrem os primeiros dias de vida. Os son…
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Estouravam cliques na cabeça enquanto dormia. Não sabia se cinema ou fotografia. Acorda variado, buscando qualquer instrumento de conexão com a vida concreta, ali, na frente, à espera. Sair do sonho é um banho lento de luz abocanhando o quarto. Longo tempo em que não se reconhece aquele outro ser esparramado, diluído. Até achar os fios. Não precisa ser inteiramente tecido. Um fio ao acaso serve. Basta que se conecte de novo. Provisória e aleatoriamente. Por exemplo, hoje, às 2:40, foi o rádio-relógio de números verdes brilhando no escuro. Amanhã pode ser a presença invisível do mar que habita esta cidade. Ou o barulho da rua. Quiçá, o corpo do outro descoberto, respirando, tão perto.
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Yo creo que desde muy pequeño mi desdicha y mi dicha al mismo tiempo fue el no aceptar las cosas como dadas. A mí no me bastaba con que me dijeran que eso era una mesa, o que la palabra "madre" era la palabra "madre" y ahí se acaba todo.
Al contrario, en el objeto mesa y en la palabra madre empezaba para mi un itinerario misterioso que a veces llegaba a franquear y en el que a veces me estrellaba.
En suma, desde pequeño, mi relación con las palabras, con la escritura, no se diferenciade mi relación con el mundo en general. Yo parezco haber nacido para no aceptar las cosas tal como me son dadas.
(Julio Cortázar)
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[...]Sonho que você está logo mais na esquina, me esperando todos os dias pra tomarmos café ou simplesmente ir ao cine. Então lhe digo: ponha menos açúcar, ou digo tão somente: prefiro os filmes mudos – quem sabe os guardiões de nossa verdadeira língua?
Agora: feche os olhos, nada mais importa.
Fale-me de tua gente, do amarelo de teu país. Funda meus telhados de concreto aos teus de barro ou de Eternit, quero saber com que delicadeza teus dedos e tua boca percorriam os corpos de tuas mulheres. Fale-me delas, das mulheres, eu falarei dos meus homens.
Perguntas são inúteis, entre nós só movimentos e lembranças cabem.
Gire comigo, fale do teu tempo de espera, falo do meu.
Sempre soube que tu virias, do norte ou do sul, de outras terras, das geleiras, até do inferno, sabe Deus. De bem dentro de mim, da fome que faz este mormaço parecer incêndio. Você viria, eu sempre soube. Ignorei os amores passadiços, as ocupações que garantem a sobrevivência. Fazia tudo rápido e malfeito e,…